Hoje, sou uma árvore, hoje não é a minha alma que passa pelo vento mas é o próprio vento que passará pelo meu esqueleto irto e erguido. Ah!... Hoje que venha tudo contra mim, venham traições, desprezos e comemorações, que venham complicações, doenças e paixões que, eu, continuarei aqui, assim, como se de nada se tratasse.
Hoje, sentirei os problemas e direi que é a brisa a passar, aquela aragem provocadora que no pretérito mais-que-perfeito mexeu comigo, sim, diz-me num futuro que me amarás, ah, vai ser tão bom não te dar resposta neste meu presente (sim porque agora sou uma árvore e nós árvores não falamos com impostores) depois de todas as facadas que deste neste tronco de árvore. Crava no meu tronco o teu nome, mas crava bem, que esta árvore e a natureza, a minha natureza, se ocupará de o arrancar, mesmo que brote a minha seiva que durante tantos meses adocicaste, não vai fazer diferença porque vai ser só mais desta vez que o vou fazer.
A chuva que vai caindo, sabes que faz? Torna as minhas raizes mais fortes e sedentas desta especulação que agora tens e que tanto gosto.
A terra, sabes que faz? Traz-me conforto e tudo aquilo de que preciso.
A chuva que vai caindo, sabes que faz? Torna as minhas raizes mais fortes e sedentas desta especulação que agora tens e que tanto gosto.
A terra, sabes que faz? Traz-me conforto e tudo aquilo de que preciso.
Os insectos, por fim, são os parasitas de que preciso para limparem estas lágrimas que me ceifaste e é assim que a minha vida vai andando e que a minha seiva vai parando de escorrer, quando parar de vez estarei pronta para sorrir para ti.
Portanto, como vês tenho tudo o que preciso e tu não fazes parte do tudo amor.
(Árvores como vos admiro)

óh meu deus :o como me compreendes, o teu comentário disse tudo.
ResponderEliminarconcordo plenamente contigo querida :x
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